15 de setembro de 2020
Cântico de Entrada
Sol Ré Mi- Dó
Toma a tua Cruz e segue-Me
Sol Lá Ré
Vive sem medo de te dares
Mi- Ré Lá- Dó
Toma a tua Cruz e segue-Me
Mi- Si7 Mi- (Ré)
Já que tens tanto p’ra dar
Lá- Si- Dó Si-
Cristo que te chama nunca te deixa só
Lá- Si- Dó Ré
Está contigo antes que chegues a pensar
Lá- Si- Dó Si-
Mesmo que duvides, não duvides de ti
Lá- Si- Mi- Ré
É na tua Cruz que Ele está
Ritos Iniciais:
Em nome do Pai…
Introdução:
Hoje reunimo-nos novamente em família CUFC sob o olhar maternal de Maria. Neste dia 15 de setembro, a Igreja celebra Nossa Senhora das Dores. A devoção a Nossa Senhora das Dores remonta aos inícios do segundo milénio, quando se desenvolveu a compaixão para com Maria junto à Cruz de Jesus, onde a Virgem vive e sente os sofrimentos do seu Filho. O primeiro formulário litúrgico desta festa surgiu em Colónia, na Alemanha, no ano de 1423. O Papa Sisto IV inseriu no Missal Romano a memória da Senhora da Piedade. A atenção à “Mãe dolorosa” desenvolve-se gradualmente sob a forma das Sete Dores, representadas nas sete espadas que Lhe trespassam o peito. Os Servos de Maria, que celebravam a memória desde 1668, favoreceram a sua extensão à igreja latina, em 1727. O Papa Pio X colocou a memória no dia 15 de Setembro.
Convite à Oração
Contemplando o que te rodeia, vai agradecendo a bondade de Deus para contigo. Permite que a tua gratidão te coloque na presença do Deus três vezes santo: o Pai bondoso e misericordioso que te criou…; o Filho que encarnou e te oferece, cada dia, a salvação…; o Espírito Santo que te santifica e sustenta o mundo no amor. Deixa-te pacificar por esta presença do Deus três vezes santo. Abandona-te no colo materno da Santa Trindade… e começa assim a tua oração. Escuta esta passagem do Evangelho segundo São João:
Leitura
Jo 19, 25-27
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe:
«Mulher, eis o teu filho».
Depois disse ao discípulo:
«Eis a tua Mãe».
E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
Cântico
Mi Fá#- Si7 Mi
Maria de Nazaré, Maria me cativou;
Mi Fá#- Si7 Mi7
fez mais forte a minha fé e por filho me adotou.
Mi Mi7 Lá
Às vezes eu paro e fico a pensar
Lá- Mi
e sem perceber me vejo a rezar,
Dó#- Fá#-
e meu coração se põe a cantar
Si7 Mi
p’rá Virgem de Nazaré.
Menina que Deus amou e escolheu
p’ra mãe de Jesus, o Filho de Deus,
Maria que o povo inteiro elegeu
senhora e mãe do céu.
Mi Fá#- Si7 Mi Mi7 Fá#- Si7 Mi
Avé Maria, avé Maria, avé Maria, Mãe de Jesus (bis)
Reflexão
O Filho de Deus, que deu a vida por mim e por ti na Cruz, é também filho de Maria. Os sofrimentos e a morte fazem parte da condição humana. Maria não foi isenta deles, apesar de mãe de Deus. Como Cristo, Maria aprendeu a fazer a vontade do Pai. Cristo cumpriu a vontade do Pai em tudo – o Seu alimento era fazer a vontade do Pai. “Eis-me aqui!“, foi a atitude fundamental da vida de Jesus, vida marcada por tantas alegrias, mas também por tantos sofrimentos. Foi também a atitude fundamental de Maria (“Eis a serva do Senhor“). A vontade de Deus levou-a até ao Calvário, solidária com Jesus: “Estava a mãe dolorosa junto da Cruz lacrimosa donde pendia o Filho”.
Cântico
Dó Mi- Ré- Dó
In manus tuas Pater,
Fá Ré- Mi
Commendo spiritum meum,
Lá – Mi Lá- Dó
In manus tuas Pater,
Fá Sol Dó
Commendo spiritum meum.
Silêncio e Música de Fundo
Texto de Meditação (com música de fundo)
Vivemos num mundo onde a compaixão faz imensa falta. Maria ensina-nos a compaixão verdadeira e consistente. Ela sofre por Jesus, mas também sofre com Ele. Por sua vez, a paixão de Cristo é participação no sofrimento humano, é compaixão solidário connosco.
A paixão de Jesus foi impressa no coração de Maria, Sua e nossa Mãe. O clamor e as lágrimas do Filho fizeram-na sofrer de forma atroz. Como Jesus, e talvez até mais do que Ele, desejava que a morte se afastasse, e o Filho fosse salvo. Mas, ao mesmo tempo, Maria uniu-se à piedade de Jesus, confiou, como Ele, na vontade do Pai.
Por tudo isto, a compaixão de Maria é verdadeira: carregou realmente sobre si o sofrimento do Filho e aceitou, com Ele, a vontade do Pai, numa atitude de confiança que vence o sofrimento.
A nossa compaixão, muitas vezes, é superficial. Não temos a fé de Maria. Nem sempre vemos no sofrimento dos outros a vontade de Deus, o que está certo. Mas também não sofremos com os que sofrem.
Pensamos e recordemos o sofrimento, que continua a ser uma realidade na história individual e coletiva da humanidade, mas que, de certo modo, também existe no mundo divino. Foi, de fato, assumido por Deus na Incarnação do Filho, e partilhado pela sua Mãe, uma mulher ao mesmo tempo comum e especial. A sua experiência de sofrimento humano, pode subtrair esse mesmo sofrimento à maldição e torná-lo mediação de vida salva e serviço de amor.
Neste dia em que lembramos Maria como Senhora das Dores, põe-te também ao pé da Cruz de Jesus. Permanece em silêncio junto de Jesus que sofre e aprende com Maria como se acompanha o sofrimento dos outros.
Lembra, na tua oração, o sofrimento de tantas mães que acompanham o sofrimento dos seus filhos.
Reza por elas. Deixa que as suas vidas te comovam, ou seja, te toquem o coração e te movam a fazer algo.
Termina a tua oração pedindo a Nossa Senhora, Mãe de Jesus e tua Mãe, que te ensine a estar e a permanecer nos momentos de sofrimento.
Cântico
Dó Fá
Quero ser como tu,
Sol Dó
Como tu, Maria
Lá – Ré –
Como tu, um dia
Sol Dó
Como tu, Maria
Quero servir Jesus…
Quero dizer meu Sim..
Oração dos Fiés
Por intercessão de Maria Santíssima, que esteve junto à Cruz do Seu Filho, invoquemos Aquele que lhe deu tanta coragem e fortaleza, dizendo cheios de confiança:
R. Ouvi-nos, Senhor.
1. Pelo povo de Deus, para que à semelhança de Maria, dê testemunho da sua Fé no meio do mundo, oremos.
2. Pelos nossos pastores, para que imitando Maria, anunciem a Boa Nova aos pobres, oremos.
3. Pelos que cuidam dos doentes e idosos, especialmente neste tempo de pandemia, para que sejam um sinal vivo, como Maria, da solicitude de Cristo pelos que sofrem, oremos.
4. Por quantos vivem o mistério do sofrimento, para que, unidos a Maria, d’Ela recebam consolação, exemplo e esperança, oremos.
5. Pela família CUFC, para que o Senhor nos ensine a glorificá-l’O, com a fé e a confiança da Virgem Maria, oremos.
Senhor, que fizestes da Virgem Santa Maria a mulher forte, sempre ao lado do seu Filho, concedei-nos também a nós a graça de colaborarmos generosamente na obra da redenção da humanidade Por Cristo Senhor nosso.
Pai nosso…
Avé Maria
Estamos a terminar a nossa oração, queremos confiar-nos a Maria dizendo:
Avé Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Ámen
Informações (P)
Bênção Final
Cântico
Mi Lá
Na tua casa eu canto a ti, Maria,
Mi Ré
Toma nas tuas mãos toda a minha vida,
Si Mi
Acompanha o meu caminho para Deus
Lá Si Mi
Pela estrada que seguiste, tu, Maria.
Lá Si7 Mi
Tu que viveste sempre na verdade
Lá Si7 Mi
Tu, exemplo de autêntica liberdade,
Si Dó#- Fá#-
Do teu amor o Amor aprenderei
Dó#- Fá#- (Ré) Si
E ao mundo inteiro levarei.