Oração com Santa Joana

12 de maio 2020

Cântico – Aqui estou eu

Sol               Dó 

Eu o Deus do céu e mar 

Sol           Dó     Ré 

Eu ouvi o Meu povo chorar 

Sol                        Dó 

Todos aqueles que estão na dor 

Ré 

Eu salvarei 

Eu criei as estrelas do céu 

O caminho alumiarei 

Quem levará a minha luz? 

Quem enviarei? 

Sol          Mi- 

Aqui estou eu, para Ti Deus 

Dó    Lá-     Ré 

Tua voz ouvi a chamar 

Sol             Mi- 

E eu irei Deus, se guiares 

Dó     Ré      Sol 

Minhas mãos a ti servirão.

 Saudação Inicial

P: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo…

Introdução: 

P: Hoje a Igreja de Aveiro alegra-se com a celebração da sua padroeira, Santa Joana Princesa. Também a família CUFC se une à Diocese e à cidade de Aveiro pedindo a proteção de Santa Joana para todos nós. 

Hoje iremos tentar uma oração mais dinâmica e participada. De uma maneira especial, pedimos-te que na altura das preces, possas partilhar a tua prece, a tua intenção que queres colocar ao Senhor na caixa de comentários da transmissão, para podermos também em conjunto rezar pelas tuas intensões. 

L1: A princesa Santa Joana, filha de el-rei D. Afonso V e da rainha D. Isabel, nasceu em Lisboa no dia 06 de fevereiro de 1452. 

L2: Órfã de mãe aos quatro anos, a princesa crescia em grande beleza e “rara formosura”, em “profunda humildade” e com “fervente caridade” e “amor divinal. Joana preocupava-se com o cumprimento das obras de misericórdia, ordenando que se distribuíssem esmolas, vestissem pobres, visitassem presos, confortassem doentes e ajudassem desamparados, peregrinos e estrangeiros. Ela própria mandava que, em quinta-feira santa, lhe trouxessem doze mulheres, sem lhes dizerem para onde iam; e por si mesma, de joelhos, seguindo o exemplo de Cristo, no segredo da sua câmara, lavava-lhes os pés e as mãos, os limpava e os beijava; fazendo-as acompanhar no regresso a casa com uma esmola que as ajudasse na vida. 

L1: Aos 18 anos, foi nomeada Regente do Reino, quando D. Afonso V, partiu para o Norte de África na companhia do Infante D. João. 

L2: Nos finais de setembro de 1471, após ter conhecimento de que o pai e o irmão, estavam a poucos dias de Lisboa, D. Joana, acompanhada pela tia materna, e pelo seu séquito, desceu até junto do rio Tejo, para a receção. Levava a decisão de pedir ao pai que a autorizasse a deixar a Corte e a recolher-se num qualquer convento do País.

L1: Depois que saltou para terra, D. Afonso V abraçou ternamente a filha, terminados os comprimentos, D. Joana implorou licença para falar:

L3: – «Esta hora que vivemos, meu pai e senhor, é de extraordinário júbilo para todos, pelo triunfo que Deus concedeu às vossas armas; mas também deve ser de profundo reconhecimento ao Todo-Poderoso. Em diversos livros de autores latinos aprendi ter sido costume – como vossa alteza sabe – que os antigos imperadores e reis gentios, ao regressarem a casa depois de alguma vitória em batalha infligida aos inimigos, ofereciam aos seus deuses a melhor joia que tinham ou podia haver; essas joias, que doavam aos templos para o serviço dos deuses, eram as suas mui prezadas filhas. Vossa alteza, que é rei cristão, não deve fazer menos do que eles em honra do verdadeiro e mui poderoso Senhor, (…) não tendo outra coisa melhor com que maior serviço faça a Deus por tão assinaladas vitórias do que, seguindo o costume dos reis antigos, oferecer-Lhe a vossa única filha. Por esta razão, encarecidamente suplico a vossa alteza que não pense mais em falar-me de qualquer casamento. E (…) rogo que me dê licença, como coisa oferecida já a Deus, para me recolher em qualquer mosteiro, (…) e (…) me dedique a servir Aquele que por nos salvar todo Se ofereceu na cruz.»

L2: D. Afonso V não quis contristar a filha e respondeu-lhe que lhe autorizava o que tão bem soubera pedir. Contudo foi com grande desgosto do pai e do irmão, que ela entra no Convento de Odivelas e pouco depois no Convento de Jesus (a 4 de Agosto de 1472), na Vila de Aveiro. (…) Depois de refletir profundamente durante algum tempo, tomou o hábito da Ordem de S. Domingos e iniciou o noviciado de formação em 25 de janeiro de 1475.

Cântico – Nada te turbe

Lá-          Ré-      Sol             Dó 

Nada te turbe, nada te espante 

Fá                     Ré-   Mi           Lá- 

Quem a Deus tem nada lhe falta

               Ré-     Sol              Dó  

Nada te turbe nada te espante 

Fá Ré-    Mi Lá- 

Só Deus basta (bis)

L1: A Princesa recebeu e recusou três propostas de casamento, algumas quando já se encontrava no Convento de Jesus. (…) Com dificuldade, convenceu o pai e depois o irmão, que não queria casar, porque preferia a vida de orações, jejuns e abstinência à vida da corte, considerando-se esposa de Jesus Cristo.

L2: No Convento de Jesus em Aveiro vestiu o hábito de noviça da Ordem de S. Domingos, nunca tendo professado, porque na sua posição de princesa jurada do Reino, poderia ter de sair do Convento para governar o País. (…) 

L1: Durante 18 anos viveu uma vida de humildade e virtudes, aplicando os rendimentos que possuía na ajuda aos pobres.  Do Convento saía raras vezes, nomeadamente quando as pestes atingiam a Vila de Aveiro, que à época era muito pobre. 

Cântico – Deus é amor

Lá      Ré  Lá 

Deus é amor:

Dó#-      Fá#-   Si-      Mi 

atreve-te a viver por amor. 

Lá      Si-   Lá  Mi

Deus é amor:

Fá#-  Mi   Lá

nada a temer.

L2: Em 1489 ao regressar do Mosteiro de Santa Clara, Coimbra, onde por ordem do rei estivera recolhida com o sobrinho e filho do rei, seu irmão, por causa da peste que atingira de novo Aveiro, adoece gravemente. Consultados vários médicos do Reino, não acharam cura.  Faleceu a 12 de Maio de 1490. Em testamento deixará os seus bens ao Convento.

L1: É com profundo pesar e copiosas lágrimas que todos se despedem da Senhora D. Joana. A Vila vestiu de luto e todos os sinos tocaram. Durante o funeral, ao atravessar um pomar que ela comprara, dizem que teve lugar um dos milagres que mais frequentemente se lhe atribui.  “Indo seu corpo a sepultar, e passando pelo Claustro (pátio) que estava cheio de árvores e flores, todas secaram e murcharam e nunca mais reverdeceram, como inclinando-se de luto e tristeza pela falta que esta senhora lhes fazia”.

Cântico: É a minha vida

Mi-               Sol   Ré                   Mi- 

És a minha vida, és o meu Senhor. 

                        Sol        Ré                   Sol 

És o meu caminho, e a minha verdade. 

Dó                Ré   Sol               Mi- 

Na Tua palavra eu caminharei 

Dó              Ré             Sol                  Si

Até que a Tua graça me deixe viver. 

Dó                  Ré    Sol               Mi- 

E não terei medo se estás comigo, 

Dó               Ré         Mi- 

Eu te peço fica comigo.

Responsório (Sl 39)

Ant: (Todos) Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

L4: Sacrifício e oblação não quisestes,*

mas abristes, Senhor, meus ouvidos; 

não pedistes ofertas nem vítimas, *

holocaustos por nossos pecados,+

e então eu vos disse: “Eis que venho!”

Sobre mim está escrito no livro:*

“Com prazer faço a vossa vontade, +

guardo em meu coração vossa lei!”

Boas novas de vossa justiça anunciei*

numa grande assembleia;+ 

vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Mas se alegre e em vós rejubile*

todo ser que vos busca, Senhor! 

Digam sempre: “É grande o Senhor!”*

Os que buscam em vós seu auxílio.

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo*

Como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant: (Todos) Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

 

PÁRA! ESCUTA! OLHA! (Declamado com fundo musical)

L1: Pára!

Alguém quer falar contigo.

Não adianta fugires, andando inquieto sem saber o que alcançar.

Permanece onde estás, para poderes perceber de onde vem o apelo.

Onde quer que estejas, o Senhor fala-te.

MAS, PÁRA!

L2: Escuta!

O mundo que te rodeia está cheio de barulho.

Ouves muitas vozes, muitos ruídos.

Deus está nele, mas tu não o consegues ouvir.

A sua voz, ecoa dentro de ti, mas não te apercebeste ainda.

Ele pede-te silêncio. Quer falar-te no íntimo do teu ser, no coração.

Tu só conseguirás ouvi-Lo, se calares os ruídos que te estorvam, aumentando o volume do teu silêncio, e sintonizares o som que vem de Deus.

MAS, ESCUTA!

L3: Olha!

Não com os teus olhos, mas com os de Deus.

Este olhar está no teu coração.

Só o conseguirás, limpando o que está nublado,

Porque o essencial é invisível aos olhos!

MAS, OLHA!

L4: Pára! Escuta! Olha!

Deus está em ti, habita no teu coração e ama-te.

Ao parares, irás receber:

O Pai, que não está só nos céus, mas em ti. 

O Filho, que deseja uma profunda comunhão contigo.

Que só se inicia, quando tu permitires.

O Espírito Santo, que fez fluir o amor.

Ao escutares, irás receber:

O Pai, que É Amor.

O Filho, que é fidelidade.

O Espírito Santo, que é sabedoria.

Ao olhares, irás contemplar:

O Pai, que te sustém no teu viver.

O Filho, que te ajuda a seres um bom cristão.

O Espírito Santo, que te conduzirá à vida plena de graça e verdade.

(Momento de interiorização) 

Leitura: Filip 3, 8-14 

L1: “Irmãos:

Na verdade, julgo todas as coisas como prejuízo, em comparação com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo e estar com Ele, não com a minha justiça, que vem da Lei, mas com a justiça que se obtém pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé. 

Anseio conhecer Cristo, o poder da sua Ressurreição, e a participação em seus sofrimentos, configurando-me a Ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não ter ainda conseguido. Só procuro isto: esquecendo o passado e lançar-me para a frente, e continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Jesus Cristo.”

Reflexão/ Silêncio: 

L2: Que te diz este texto da Carta de São Paulo aos Filipenses? Que importância tem no teu quotidiano atingires a meta que é Jesus? 

Preces 

L1: Vamos agora apresentar ao Senhor as nossas intenções. Convidamos-te a deixares também a tua prece na caixa de comentários da transmissão, para nos podermos unir em oração. 

P: Por interceção de Santa Joana princesa, confiemos ao Senhor as nossas preces, dizendo: 

(Todos) Por interceção de Santa Joana escutai Senhor a nossa prece.

L3: Senhor Deus, te pedimos por todos os que estudamos na Universidade e cidade de Aveiro, para a que a busca de conhecimento nos aproxime da Verdade que és TU. 

(Todos) Por interceção de Santa Joana escutai Senhor a nossa prece.

L4: Senhor Deus, gratos pelo apoio e força que nos dão, te pedimos pelas nossas famílias. 

(Todos) Por interceção de Santa Joana escutai Senhor a nossa prece.

(Intensões pessoais)

P: Nós vos pedimos Senhor que atendeis as nossas preces, as que verbalizamos e as que ficaram no silêncio do nosso coração e que tão bem conheces. Vos pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo… 

Pai Nosso

Oração diocesana a Santa Joana:  

L4: Santa Joana, Padroeira de Aveiro, hoje dirijo-me a ti, em oração. Neste tempo de pandemia do Covid-19, lembro a caridade que exerceste em favor dos pobres e dos necessitados que viviam em Lisboa, quando ainda novita habitavas no paço da rainha. Agora, que os aveirenses, de quem te fizeste concidadã, imitem os teus gestos, indo ao encontro dos que sofrem a pobreza por falta de emprego, de salário e de bem-estar.

Hoje dirijo-me a ti, que foste corajosa, recusando qualquer dos casamentos de política que não eram de amor; por isso, te viste obrigada a deixar a Corte e a vires para Aveiro, habituando-te à humildade de um convento, como se fosses irmã religiosa, mantendo a virtude da virgindade. Agora, que os aveirenses, de quem te fizeste concidadã, imitem a tua coragem, consolando os infestados pela doença e, na tua oração, colaborando com os que se esforçam por curar os seus irmãos e as suas irmãs.

Hoje dirijo-me a ti, que também sofreste as agruras da peste, em várias vezes, sendo obrigada pelo pai D. Afonso V e pelo irmão D. João a sair de Aveiro, por razões humanitárias e políticas. Agora, os aveirenses, de quem te fizeste concidadã, suportam o Covid-19; pensamos em ti e te pedimos que os protejas; lembra-te daqueles que têm de viver em locais de risco, ou que perderam os seus entes queridos.

Santa Joana, nossa Padroeira, olha por nós, aveirenses, e roga a Deus Pai todo-poderoso, que nos ama, ao seu Filho Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nós, e ao Espírito Santo, que está presente em nós. Que, também pelo favor da tua oração suplicante, Deus nos conceda a graça da saúde e o dom da paz. Ámen.

Oração Mariana

L2: Nesta véspera de 13 de Maio, dia em que Nossa Senhora apareceu ao Pastorinhos, unimo-nos a todo o País, pedindo a interceção da Virgem Mãe, que com o Seu olhar maternal vele por nós. 

(Todos) Avé Maria…

Informações – (Bia)

Cântico Final

Sol         Dó  Ré        Sol 

Magnificat, magnificat 

              Dó              Ré             Sol 

Magnificat anima mea Dominum 

Sol       Dó    Ré         Sol 

Magnificat, magnificat 

             Dó             Ré Sol 

Magnificat anima mea. (bis)